Artes Visuais no Brasil 2:
- 9 de abr. de 2024
- 11 min de leitura
Atualizado: há 7 dias
2026/01- PROF. RODRIGO VIVAS
Realização das aulas - Frequência, pontualidade
As aulas são realizadas às terças-feiras, contemplando 4 aulas
A aula tem seu início às 8:20, sendo realizada a primeira chamada. O prazo de tolerância é de 10 minutos. Os estudantes que chegarem depois desse horário receberão faltas;
O intervalo ocorre entre 10 e 10:30, retornando à segunda parte da aula.
Norma da UFMG: o aluno que ultrapassar 25% de falta será considerado com frequência insuficiente.
Atestados médicos não abonam faltas, apenas justificam a ausência
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Entrega das atividades pelo moodle:
As atividades devem ser entregues pelo Moodle no tempo definido no sistema.
Tarefas entregues por e-mail não serão aceitas;
Tarefas realizadas fora do prazo não são aceitas;
O sistema não será reaberto para entrega após a finalização do prazo;
Observação: O sistema programado para fechar às 23:30 minutos realmente se encerra às 23:30 minutos. Não existe no sistema prazo de tolerância de 5 minutos;
Todas as atividades deverão ser entregues cumprindo as normas da ABNT. Nenhum trabalho será aceito fora das normas. Abaixo você encontrará um guia para a formatação, inclusive com um vídeo explicativo.
Os trabalhos de edição de imagens devem ser entregues em Power Point;
Os alunos que entregarem 80% das atividades no prazo e corretas poderão submeter no final do semestre 20% das atividades faltantes;
ABNT:
Todo trabalho, fichamento ou análise deverá estar formatado conforme as normas da ABNT. Textos fora do padrão de formatação não serão avaliados.
Links para download do tutorial:
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Metodologia das aulas: leituras e atividades
As aulas contarão com um texto prévio para a leitura. A leitura prévia dos textos é obrigatória. É fundamental que os textos sejam levados em qualquer dispositivo para as aulas. A leitura de trechos do texto, é fundamental para a discussão.
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Avaliações:
Prova em sala de aula:
35 pontos - Avaliação em sala de aula. Serão duas questões abertas, sem consulta. A relação do conteúdo da avaliação será negociada antes da realização da avaliação. Todo o conteúdo ministrado em sala e os textos serão a base para elaboração das questões
Prova em sala de aula:
35 pontos - Avaliação em sala de aula. Serão duas questões abertas, sem consulta. A relação do conteúdo da avaliação será negociada antes da realização da avaliação. Todo o conteúdo ministrado em sala e os textos serão a base para elaboração das questões.
Atividades e participação:
30 pontos: os 30 pontos serão distribuídos com as atividades e participação em sala de aula.
Análise de obras:
Além dos aspectos que fundamentam a ABNT, os critérios de análise das apresentações serão os seguintes:
1) Localizar a obra dentro da instituição a que pertence (se for o caso);
2) Uma pequena descrição fornecida pela própria instituição sobre sua história e missão;
3) Transcrever as passagens, atentos aos erros na transposição do texto em pdf para o power point;
4) Colocar as legendas considerando. Autor, título da obra, técnica, dimensões, localização;
5) Realizar a edição das imagens, não esquecendo de contemplar outras obras citadas;
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Os arquivos podem ser postados na pasta abaixo:
Instruções:
1) Crie uma pasta com seu nome;
2) Crie pastas secundárias para cada trabalho enviado;
3) Nome do arquivo. Seu nome. Título do trabalho. Exemplo: RodrigoVivas_obrasmodernistas
Os trabalhos com edição de imagens devem ser postados em power point.
Pasta do drive:
Encontro 1: 03/03/2026
Apresentação do programa de curso, avaliações e atividades.
Apresentação do trabalho a ser entregue.
Encontro 2: 10/03/2026
Antes da Era da Arte e a invenção de Giotto
1) Revisão geral dos “conceitos fundamentais de história da arte”;
2) A invenção de Giotto e a emergência do artístico;
2.1 – A construção da narrativa;
2.2 – A natureza do páthos;
2.3 – São Francisco de Assis, Dante e São Tomás de Aquino;
2.4 – Transformação da forma icônica em narrativa;
2.5 – A temporalidade humana em Giotto;
2.6 – As temporalidades no Presépio de Greccio;
2.7- “o ser da imagem é um ser-em-relação com o observador, a apresentação icônica torna-se representação histórica” – Crucifixo.
2.8 – Giotto e a invenção dos gestos e a comunicabilidade universal da arte
Obras principais analisadas:
Giotto, Renúncia dos bens paternos, de A vida de São Francisco, 1296, afresco, 270 x 230 em basílica de São Francisco, igreja superior, Assis.
Giotto, Pregação aos pássaros, de A vida de São Francisco, 1296, afresco, 270 x 200 cm, basílica de São Francisco, igreja superior, Assis.
Giotto, Crucifixo, 1296-1300, têmpera sobre madeira, 578 x 406 em, Santa Maria Novella, Florença.
Giotto, Lamento sobre o Cristo morto (Descida da cruz ou Pietà), das Histórias de Cristo, 1303-5, afreseo, 200x 185 em capela dos Serovegni, Pádua.
Referências:
EDGERTON, Samuel Y., Jr. The Heritage of Giotto’s Geometry: Art and Science on the Eve of the Scientific Revolution. 1st print. Ithaca: Cornell University Press (Cornell Paperbacks), 1993. ISBN 9780801425738.
Encontro 3: 17/03/2026
A invenção das tradições e das expressões artísticas
Quatrocentos; Donatello, Massaccio e Brunelleschi
1) O concurso de 1401;
2) A invenção de Brunelleschi;
Os dois vídeos são fundamentais para entender o contexto e a realização da perspectiva linear:
3) Perspectiva Linear;
4) Alberti e o tratado de Pintura;
5) Masaccio e a noção temporal na sua pintura;
6) Ilusão arquitetônica e condução do olhar na Santíssima Trindade;
7) Donatello e a autonomia da escultura;
8) Fontes cristãs e referências “do antigo”
9) Florença, a cidade das artes;
10) O Humanismo e a preservação do passado;
Referências:
Cidade Ideal. C. 1470, têmpera sobre madeira, 60 x 200 cm. Obra atribuída a Luciano Laurana, Piero della Francesca, Francesco di Giorgio Martinin e Giuiliano da Sangallo, Galleria Nazionalle delle Marche, Urbino.
Perspectiva linear: a experiência de Brunelleschi
55 – Lorenzo Ghiberti. Sacrifício de Isaac, placa do concurso para a segunda porta do batistério, 1401, bronze dourado, 45 x 38 cm, Museo del Bargello Florença.
56 - Filippo Brunelleschi. Sacrifício de Isaac. Placa do concurso para a segunda porta do Batistério, 1401, bronze dourado, 45 x 38 cm. Museo del Bargello, Florença.
67. Masaccio e Masolino, Nossa Senhora com o Menino e Santana, 1422, têmpera sobre madeira, 175 x 103 cm, Galleria degli Uffizi, Florença.
68. Masaccio, Crucificação, cúspide do políptico de Pisa, 1426, têmpera sobre madeira, 83 x 63 cm, Galleria Nazionale di Capodimonte, Nápoles.
69. Masaccio, Nossa Senhora no trono com Menino e Quatro anjos, painel central do políptico de Pisa, 1426, Têmpera sobre madeira, 135x 73 cm, National Gallery, Londres.
70. Masaccio, A Trindade, 1426-28, afresco, 667x317 cm, Santa Maria Novella, Florença,
72. Masaccio, O tributo da moeda, 1414, afresco, 255 x 598 cm, Florença, Santa Maria del Carmine, capela Brancacci, Florença.
73. Donatello, Davi, 1409, mármore, altura 192 cm, Museo dei Bargello, Florença.
74. Donatello, São Jorge, 1417-20, mármore, altura 209 cm, Museo dei Bargello, Florença.
75. Donatello, Davi, e. 1430, bronze, altura 158 cm, Museo dei Bargello, Florença.
Livro complementar:
Encontro 4: 24/03/2026
Aula 3: As Academias de Arte e a invenção do artista
1 – A fundação das primeiras Academias de Arte;
2 – As modificações do estatuto do artista;
3 – Artes e ofícios e Belas Artes;
4 – A noção de desenho em Leonardo Da Vince;
4.1 – A obra prima de Leonardo Da Vince;
5 – Arte e ciência em Leonardo da Vince;
6 – A perspectiva área;
7 – O projeto de Michelangelo;
8 – A descoberta do Laocoonte e a ressignificação do páthos;
9 – A legitimidade artística das Academias;
10 – A discussão dos gêneros artísticos;
11 – O paragone;
12 – A disputa entre os Davis;
13 – Arte e demonstração científica em Leonardo: A Monalisa
Referência obrigatória:
Referências gerais:
BARZMAN, Karen-edis. The Florentine Academy and the Early Modern State. Cambridge; Nova York: Cambridge University Press, 2000. ISBN 9780521641623.
BOSCHLOO, Anton W. A. Academies of Art Between Renaissance and Romanticism. 's-Gravenhage: SDU Uitgeverij, 1989. ISBN 9789012058995.
GOLDSTEIN, Carl. Teaching Art: Academies and Schools from Vasari to Albers. Cambridge; Nova York: Cambridge University Press, 1996. ISBN 9780521480994.
ENTREGA DO TRABALHO NO MOODLE
Valor: 10 pontos
O trabalho está disponível no moodle
O trabalho pode ser em grupo de até 4 pessoas;
O objetivo do trabalho é demonstrar como a noção de "espaço" pictórico ou escultórico foi construída na história da arte. É necessário caracterizar pelo menos quatro momentos da construção espacial.
1) Imagens inaugurais e o paradigma cristão até Giotto;
Como as noções básicas do espaço são modificadas por Giotto e seus contemporâneos.
Quais são as técnicas utilizadas;
Quais são as estratégias para construir a ilusão de espaço pictórico antes da consolidação da perspectiva científica;
Tempo da obra;
2) A construção do espaço a partir da perspectiva linear, científica ou atmosférica;
A invenção do quatrocentos;
Alberti e Brunelleschi;
Leonardo da Vinci e Michelangelo;
Donatello e Michelangelo na escultura;
Tempo da obra;
3) Espaço na arte flamenga e arte holandesa;
O padrão de espaço a partir da ótica;
Espaço e narrativa;
Detalhamento e construção do espaço;
Tempo da obra;
4) O espaço da luz e somba - Barroco;
A construção do espaço "diagonal";
Relações entre luz e somba, claro e escuro na definição do espaço;
Construção narrativa;
Tempo da obra;
5) As revoluções do espaço na arte moderna;
As diluições do espaço da perspectiva;
Os novos espaços cromáticos;
Formato: o formato ideal é PowerPoint para ser possível editar as imagens.
DAMISCH, Hubert. The Origin of Perspective. Tradução de John Goodman. Cambridge: MIT Press, 1995. ISBN 9780262041393.
PANOFSKY, Erwin. Early Netherlandish Painting: Its Origins and Character. The Charles Eliot Norton Lectures, 1947-1948. Cambridge: Harvard University Press, 1947.
PANOFSKY, Erwin. A perspectiva como forma simbólica. Tradução de Elisabete Nunes. Lisboa: Edições 70, 1993. (Arte e Comunicação).
Encontro 5: 31/03/2026
Arte de descrever: arte nos países baixos
1 – O Estatuto artístico do Renascimento do Norte;
2 – O conceito de Arte de descrever – Alpers;
3 – O modelo de lentes e a representação dos detalhes;
4 – O conceito de páthos e o estatuto do belo artístico;
5 – Arte Holandesa e os desafios da representação;
6 – A intepretação italiana sobre a arte dos países baixos;
7 – Durer e a gravura;
8 – A invenção da pintura de gênero dos países baixos;
ALPERS, Svetlana. A arte de descrever: a arte holandesa no século XVII. Tradução de Antonio de Pádua Danesi. 1. ed. São Paulo: Edusp, 1999. ISBN 8531404649.
Sugestão de capítulo para ser lido:
ALPERS, Svetlana. “Ut pictura, ita visio: O modelo do olho em Kepler e a natureza do ato de pintar no Norte.” In: ALPERS, Svetlana. A arte de descrever: a arte holandesa no século XVII. Tradução de Antônio de Pádua Danesi. São Paulo: EdUSP, 1999. p. 83–158.
Encontro 6: 07/04/2026
O Neoclassicismo francês e o modelo brasileiro
1) A definição do Neoclassicismo francês e a virtude guerreira;
2) Davi, Delacroix e Fusili;
3) O belo clássico e o sublime; (Caspar, Turner)
4) A pintura histórica de Goya, Delacroix;
5) Os Caprichos de Goya;
6) Debret: o neoclassicismo e a escravidão;
7) A Missão Francesa e a Academia Brasileira;
8) A questão artística e as Duas Batalhas;
Ler o capítulo: Clássico e Romântico.
ARGAN, Giulio Carlo. Arte Moderna. 1ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1992. ISBN 9788571642515.
NAVES, Rodrigo. A forma difícil. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
Encontro 8: 14/04/2026
O que é o Brasil?
1) A invenção do Brasil e a Primeira Missa;
2) Instituto Histórico Brasileiro e “Como se deve escrever a história do Brasil”;
3) A invenção das tradições e o debate sobre a nacionalidade;
4) Os Viajantes e a interpretação da arte brasileira;
5) A disputa do Romantismo Brasileiro e a busca das origens;
6) Teses racistas e a inviabilidade do Brasil;
7) Porque me ufano do meu país;
8) A arte e sua razão utilitária e governamental;
9) Os prêmios de viagem e Arthur Timótheo da Costa;
10) Georgina de Albuquerque;
Leitura obrigatória: Capítulo 2 e Capítulo 3. É importante se atentar para a análise das obras de forma comparativa.
Nação e Civilização nos Trópicos: o Instituto Histórico Geográfico Brasileiro e o projeto de uma história nacional
21/04/2026
Entrega do trabalho: O cânone perdido
1) Assista o vídeo da conferência;
2) Defina o "cânone" nas artes plásticas;
3) Como o cânone foi construído;
4) Qual a importância do cânone tanto para a cultura em geral quanto para a produção artística?
5) Qual a definição de Cânone Perdido?
6) Quais são as consequências da inexistência do cânone na arte brasileira?
Valor do trabalho: 10 pontos
O trabalho pode ser realizado em grupo de até 4 pessoas;
O trabalho estará disponível no Moodle.
O trabalho pode ser realizado em qualquer formato;
Referências sobre o circuito artístico:
Encontro 9: 05/05/2026
Avaliação sobre o conteúdo ministrado
Avaliação de 35 pontos;
Realizada em sala de aula;
Sem consulta. Do conteúdo ministrado até o momento;
Encontro 10: 12/05/2026
Arte Acadêmica?
1) A definição de arte acadêmica brasileira;
2) Arte acadêmica como neoclássica: um equívoco;
3) Estilo acadêmico ou modos de pintura;
4) A revisão da Academia segundo Sonia Gomes e Jorge Coli;
Do Barroco ao século XIX em Ouro Preto
1) O Barroco Mineiro: entre artes e ofícios;
2) A oficina de Aleijadinho;
3) Ouro Preto: o refúgio dos intelectuais e artistas;
4) Honório Esteves, Emilio Rouède e Belmiro de Almeida;
5) A transferência da Capital para Belo Horizonte;
6) Belo Horizonte: Comissão Construtora, Gabinete Fotográfico;
7) A destruição do Curral Del Rey: Honório Esteves e Emilio Rouède;
Honório Esteves:
Emilio Rouède
Belmiro de Almeida:
Encontro 11: 19/05/2026
O modernismo brasileiro: Mário de Andrade
O modernismo brasileiro em revisão
1) Mário de Andrade e a definição modernista;
2) A Exposição de Anita Malfati e a crítica de Monteiro Lobato;
3) Mário de Andrade e Luis Martins: a luz em Almeida Jr.
4) Mário de Andrade: ensaio sobre Aleijadinho
5) A pintura não é só beleza: a crítica de Mário de Andrade;
6) A pintura de Anita Malfati, Tarsila do Amaral, Lasar Segall
Encontro 12: 26/05/2026
Modernismo em Minas: Aníbal Mattos e as exposições Gerais de Belas Artes
1) A obra de Anibal Mattos;
2) A instauração do circuito artístico em Minas;
3) Exposições Gerais de Belas Artes;
4) A Exposição de Zina Aita;
5) Tensões no circuito artístico: Salão Bar Brasil de 1936;
6) Fernando Pieruccetti: um estudo de caso;
Encontro 13: 02/06/2026
Modernismo na década de 1940
1) A Exposição Modernista de 1944;
2) Alberto da Veiga Guignard e a Exposição de 1944;
3) O Atentado à Exposição de 1944;
4) A construção do Complexo da Pampulha;
5) A Igreja da Pampulha e a cultura modernista;
6) Portinari: uma questão iconográfica – As histórias de São Francisco de Assis;
7) Alfredo Ceschiatti: a pia de batismo;
8) A Via Sacra;
Encontro 14: 09/06/2026 - Visita à Igreja da Pampulha
Encontro 15:
16/06/2026
Avaliação sobre o conteúdo ministrado
Avaliação de 35 pontos;
Realizada em sala de aula;
Sem consulta. Do conteúdo ministrado até o momento;